Não sei se você percebeu, mas já faz algum tempo que eu não digo "te amo".
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Para todas as mulheres do mundo
Eu vou seguindo com o coração assim, sangrando, doendo, pingando... E olho as pessoas ao redor cada uma com suas chagas abertas. E eu seria privilegiada? Vejo minhas ilusões se perdendo na estrada do tempo. Não sabia que crescer era assim. Vejo a menina que fui desaparecer lá atrás, na curva do caminho. Eu choro por isso também. Por quem fui, e queria manter protegida dentro de mim. Agora, só posso vê-la voar pelos ares e desaparecer como um sonho, deixando só a sensação de que sonhei. Penso nas nossas mães, irmãs, tias, avós, amigas, vizinhas... mulheres comuns, sem rostos Essas mulheres que vêm ao mundo com um ar diferente, um coração um pouco maior, os músculos mais fortes para suportar os pesos, as dores, as perdas, as traições, as feridas abertas, o peito em chamas. Essas mulheres que gestam o mundo, e o parem com dores que lhes rasgam as entranhas e que ainda assim são capazes de amar o maior amor do mundo. Sinto-me conectada com todas essas mulheres. Eu sou toda...
Quando a partida se faz doce no riso de uma criança.
Um livro marcante, eu diria... Em cada linha de A roda da Vida, Elisabeth Kubler-Ross demonstra como a vida se faz presente na morte e como esta não é mais que uma porta inevitável por onde todos devemos de atravessar um dia. Há duas formas de encararmos este momento: com serenidade e paz, ou com angústia e medo. Ambas são reflexo da vida que temos levado enquanto caminhamos por este mundo... Inúmeros trechos são marcantes nesta belíssima obra autobiográfica, há um em especial que gostaria de compartilhar. É a história de Jeff, um garotinho de 9 anos, em fase terminal de um câncer, que conseguiu mostrar que a passagem desta dimensão a outra pode ser como a sensação de andar de bicicleta pela primeira vez. A roda da Vida - E. Kubler-Ross (págs.205-208)
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