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Mostrando postagens de 2010
Naquele pôr do sol inolvidável de Israel, era o mês de Nisan ( abril / maio ), na Palestina . As rosas de Xaron davam gargalhadas de perfume nos montes; as gramíneas verdes, salpicadas de violetas, embalsamavam o ar de perfumes variados. Na escadaria do Templo de Salomão, que fora criado por Zorobabel, um homem de uma beleza invulgar contempla o Hebron coroado de neve . Há no porte daquele homem uma grandeza incomum : os cabelos ao vento , os dois olhos são duas estrelas cravejadas na face ; a barba caindo sobre o tórax magro e a personalidade característica do Filho de Deus . Passa diante dele uma jovem mulher, vendedora de ilusões. Ela corrige a roupa da Babilônia, conserta os cabelos ajaezados de gemas e olhando para ele diz-lhe: - Nazareno, eu sei que tu és um Nazareno; teus cabelos e tua barba são nazarenos. Eu desejo te fazer um convite: hoje é o dia do meu aniversário. Quero convidar-te para que venhas à minha casa nesta noite onde darei uma festa. Tu virás? Ele
Não sei se você percebeu, mas já faz algum tempo que eu não digo "te amo".
Como é que se diz "adeus"? Não é mais fácil que falar "eu te amo". Quando você faz promessas, mas precisa quebrá-las, mesmo tendo o desejo de ter desejo de mantê-las. Tudo o que eu preciso é partir antes que seja tarde demais para nós dois. Nossos planos, sonhos, um futuro juntos. Parecem a cada despertar, mais distantes que próximos. Porque tenho tanto a deixar para trás se eu continuar nessa estrada. Tanto a perder. E tudo o que eu quero é um amor que venha somar, não subtrair. Que me ajude a construir e não demolir. Porque nem só de amor vive o homem. Mas, eu não tenho certeza de que você possa entender. É complicado até mesmo para mim. Só sei do que meu coração me diz. E ele diz para te deixar ir e não te acompanhar. Não leve a mal nem me odeie mais do que eu me odeio. É que chega a ser um desconforto físico. Há um buraco se abrindo em meu estômago. E dói a cada vez que penso nisso, nesse "adeus" que eu não sei pronunciar, mesmo que não seja pela prime
" Que a força do medo que eu tenho, não me impeça de ver o que anseio. Que a morte de tudo o que acredito não me tape os ouvidos e a boca Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio..
Por algum tempo achei que as coisas andavam meio...perdidas. E estavam realmente. Mas, agora, elas parecem encaixar perfeitamente, como num quebra-cabeça. Sabem...quando você tenta montar um quebra-cabeça gigante, de umas mil peças, e se depara com pedaços tão parecidos uns com os outros que acabam se confundindo. montar uma nuvem com pedacinhos tão pequenos em que todos parecem tão iguais... Você testa de um por um, até que se encaixam e, aos poucos, aquelas coisas branquinhas que, de longe, até parecem algodão, vão criando forma e você fica até feliz... A verdade é que minha cabeça tava cheia dessas nuvens até agora. Não nuvens branquinhas, suaves e de veludo, mas daquelas bem negras, aglomeradas, que anunciam fortes tempestades. Elas não saiam de perto de mim. Eram como sombras que me perseguiam durante todo o dia. Eu não conseguia distinguir suas formas, mas sabia que estavam lá, à espreita, espiãs, perseguidoras, sei lá o quê. Um dia acordei, e...puf! Céu limpo! Como isso acon
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Não guarde mágoa de mim Também não me esqueça Talvez não saiba amar Nem mesmo te mereça Como as ondas do mar sempre vão e vem Nossos beijos de adeus na estação do trem Um gosto de lágrimas no rosto Palavras murmuradas que eu quase nem ouço Em algum lugar no tempo Nós ainda estamos juntos Em algum lugar Ainda estamos juntos Em algum lugar nós ainda estamos juntos Pra sempre Ficaremos juntos Não tenha medo de mim Não importa o que aconteça Não me tire da sua vida Nem desapareça Comos as ondas do mar sempre vão e vem Nossos beijos de adeus na estação do trem Um gosto de lágrimas no rosto Palavras murmuradas que eu quase nem ouço Em algum lugar no tempo Nós ainda estamos juntos Em algum lugar no tenpo nós ainda estamos juntos Pra sempre Ficaremos juntos! [Biquini Cavadão - Em algum lugar no tempo]
Estou sem inspiração. Há meio século eu diria: "Resumos de uma carta", mas como estamos quase no fim do mundo, digo apenas, e apenas por estar sem inspiração nesses fatídicos e descoloridos dias: "Resumo de um e-mail". "Bem, eu aprecio muito a sua sinceridade. Você sempre foi assim e acho isso muito legal. Pessoas como você são bem raras. Ultimamente eu tenho tentado falar sempre a verdade, falando o que eu penso e como me sinto em relação a determinadas coisas, mas tive que levar muitas quedas até aprender a fazer isso. Mas, é realmente bom poder aliviar o coração e senti-lo mais leve, quando falamos o que pensamos e sentimos. Isso é ótimo, na verdade. Você pode deitar à noite e pensar: "Ufa! Falei tudo o que tinha a dizer, fiz tudo o que pude." E isso nunca é em vão ou tempo perdido. É melhor do que se enganar, e como disse Russo, um dos nossos maiores poetas: "Mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira". (...) Você também diss
Caminhamos pela velha praça do centro da cidade. Sentamos em um banco em frente à antiga mercearia e pusemo-nos a lembrar dos tempos de outrora, quando éramos ainda bastante jovens, e o futuro (hoje presente) nos acenava distante, quase inalcançável. Ela me disse: - Se eu soubesse que seria mais feliz antes que hoje, não teria rezado tanto para crescer logo. Eu entendia perfeitamente o que ela dizia. Também me sentia assim. Não que meu presente seja desafortunado, mas, na verdade, a vida parecia ser mais simples quando, diante da tristeza, subíamos na goiabeira, levando o violão, e cantávamos os sucessos do Legião Urbana, comendo goiabas não bichadas, balançando-nos nos galhos, rindo de qualquer coisa até chorar, ouvindo voinha gritando: "Olha o almoço!". Não havia prazos, trabalhos, maridos, filhos, namorados para nos ocupar a mente. Havia a inocência da infância, o almoço gostoso de vovó, o gosto da sirigüela, o cheiro do capim molhado e, mesmo o de estrume de vaca, trazia
"Não demorei para entender que, normalmente, o que as pessoas dizem não vale nada. Todos mentem para o outro e para si e, quando falam dos outros, estão falando de si mesmos." [ Paula Parisot, em "Gonzos e Parafusos" ]
" É irritante saber que até eu abuso do verbo amar, esse verbo que pretende dizer tudo e não diz nada. Já expliquei isso diversas vezes para uma das minhas analisandas, que apelidei de Madame Bovary, porque se chama Emma como a personagem de Flaubert e é magra, pálida, de olheiras azuladas como, aliás, todas as heroínas tísicas dos romances franceses do século dezenove. Minha paciente, como a Bovary, certa vez se apaixonou, mas, assustada com a inesperada paixão extraconjugal, não teve coragem de trair o marido e se arrependeu. - Eu devia ter me entregado a ele - repetia sem parar. Eu sabia que, assim como aconteceu com Madame Bovary, não demoraria muito para que minha paciente fosse para a cama com o primeiro estranho que aparecesse. Eu, em silêncio, talvez a incentivasse, a traição quando secreta pode ser benéfica ao casamento. O traidor passa a sentir culpa e tratar melhor seu cônjugue. A minha Emma Bovary também tinha idéias românticas sobre a vida, e em mais de uma ocasião m
" Tirei a roupa, que vestira especialmente para a festa, e as pulseiras. Removi a maquiagem observando meu rosto no espelho do banheiro, como se aguardasse uma resposta. Por um momento, deixei de acreditar que existia, mas ver-me refletida me deu a certeza de que eu continuava viva. Contemplar a minha imagem me tranqüilizou, ainda que aquele corpo, dentro do qual eu me abrigava, parecesse estranho. Reparei então nas cicatrizes no meu braço esquerdo e nos meus pulsos. Aceitei-as, ao invés de repelí-las. Elas estabeleciam uma junção, uma união profunda comigo mesma. De cada cem mil pessoas, setecentas e cinqüenta se ferem propositadamente de diferentes maneiras. Porém, elas nem sçao loucas nem suicidas, conquanto algumas acabem se matando. Volta e meia alguém me pergunta que cicatrizes são essas na parte superior do meu braço e nos meus pulsos. Por isso, raramente saio sem pulseiras e não gosto de usar camisa sem manga. Como as pessoas são perversas, fazem perguntas constrangedoras
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O novo filme sobre Chico Xavier estreará dia 02 de Abril [dia de seu aniversário] nos cinemas de todo o Brasil. Uma história linda e imperdível para os admiradores desse grande ser de luz, em cuja última encarnação psicografou lindas obras de pura lição de crescimento e aprendizagem. Ele foi mais que homem humilde e repleto de amor... Ele foi exemplo a ser seguido.
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Words like violence Break the silence Come Crashing in Into my little world Painful to me Pierce right through me Cant you understand Oh, my little girl All I ever wanted All I ever needed Is here in my arms Words are very unnecessary They can only to harm Vows are spoken To be broken Feelings are intense Words are trivial Pleasures remain So does the pain Words are meaningless And forgettable All I ever wanted All I ever needed Is here in my arms Words are very unnecessary They can only to harm.
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ANBERLIN + FRESNO - O SHOW MAIS ESPERADO DO ANO! LOCAL: ARMAZÉM - Rua. Almirante Barroso, 444 – Praia de Iracema PROGRAMAÇÃO: Abertura dos portões: 19:00h INGRESSOS: Pista: 1º lote: R$ 40,00 reais (500 ingressos) (*) 2º lote: R$ 50,00 reais (1.000 ingressos) (*) 3º lote: R$ 60,00 reais (*) Camarote VIP: 1º lote: R$ 80,00 reais (200 ingressos) (*) 2º lote: R$ 100,00 reais (200 ingressos) (*) 3º lote: R$ 120,00 reais (200 ingressos)(*) LIMITADOS! (*) Mais 1 Kg de alimento não perecível a serem entregues na porta do show e serão doados para a FUNDAÇÃO MARIA DE NAZARÉ. PONTOS DE VENDA: KANGAÇO (CENTRO) - (085) 3254-2993 CHILLI BEANS (IGUATEMI e OPEN MALL) – (085) 3241.2211 VENDAS PELO CARTÃO DE CRÉDITO: WWW.INGRESSOEAQUI.COM Informações: (085) 3253.6439 EMPIRECOMUNICACAO@GMAIL.COM Uorrow! Já tô é voltando... Meu momento EMO aqui: Exploda-se quem não gosta de Fresno!!
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A Terra, fotografada pela Voyager 1, em 14 de fevereiro de 1990, de um ponto além das órbitas de Netuno e Plutão. Olhem para esse ponto. "É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidoes de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, superastros, líderes supremos, todos os santos e pecadores da história da nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, p

Laços

"Eu prefiro os laços firmes, aqueles mais difíceis de se fazer e de se desfazer. Mas que, quando feitos e depois desfeitos, podem se orgulhar de si próprios e falar com convicção: 'Eu fui um grande laço'."
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A famosa fotografia da Terra tirada pelos astronautas da Apollo 17, na última viagem dos seres humanos à lua. "Ela se tornou uma espécie de ícone da nossa era. Ali está a Antártida, que norte-americanos e europeus consideram a parte extrema da Terra, e toda a África estirando-se acima dela: vemos a Etiópia, a Tanzânia e o Quênia, onde viveram os primeiros seres humanos. No alto, à direita, estão a Arábia Saudita e o que os europeus chamam de Oriente Médio. Mal e mal espiando no topo, está o Mar Mediterrâneo, ao redor do qual surgiu uma parte tão grande de civilização global. Podemos distinguir o azul do oceano, o amarelo-ocre do Saara e do deserto árabe, o castanho-esverdeado da floresta e dos prados. Não há, entretanto, sinal de seres humanos na fotografia, nem de nossa reelaboração da superfície da Terra, nem de nossas máquinas, nem de nós mesmos: somos demasiado pequenos e nossa política é demasiado fraca para sermos vistos por uma nave espacial entre a Terra e Lua. Desse ponto

Psicologia e Políticas Públicas

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Vivemos em uma sociedade em que muita coisa está errada. Violência, crime, corrupção, fome, pobreza, analfabetismo, discriminações, desemprego, exploração, tudo isso vem assolando esse nosso mundo, prejudicando não só a coletividade como um todo, mas também nossa individualidade. Isso afeta quem somos e nossa postura diante do mundo. É então que entra aqui a questão relacionada às Políticas Públicas e como ela vai agir sobre as questões sociais, e em que, eu, como psicóloga (e os demais), posso auxiliar nesse processo. Como Jack, o Estripador, vamos por partes. Política: arte ou ciência da organização, direção e administração das nações, estados; conjunto de princípios ou opiniões referentes ao Estado, ao poder; prática ou profissão de conduzir negócios políticos; modo de agir de uma pessoa ou entidade. Público: comum a todos, popular; o povo, a população, a assistência. Política + Público = Política Pública: "o conjunto de ações coletivas voltadas para a garantia dos direitos soc
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" Quando a insônia, mal dos filósofos, aumenta devido ao nervosismo causado pelos ruídos da cidade, quando, na Praça Maubert, tarde da noite, os automóveis roncam e o barulho dos caminhões me faz maldizer meu destino de citadino, consigo paz vivendo as metáforas do oceano. Sabe-se que a cidade é um mar barulhento; já se disse muitas vezes que Paris faz ouvir, no meio da noite, o murmúrio incessante das ondas e das marés. Com essa banalidade, construo uma imagem sincera, uma imagem que é minha, tão minha como eu mesmo a tivesse inventado, seguindo minha doce mania de acreditar que sempre sou o sujeito do que penso. Quando o barulho dos carros se torna mais agressivo, esforço-me para ver nele a voz do trovão, de um trovão que me fala, que ralha comigo. E tenho piedade de mim mesmo. Eis, pois, o pobre filósofo de novo na tempestade, nas tempestades da vida! Faço devaneio abstrato-concreto. Meu divã é um barco perdido nas ondas; esse silvo súbito é o vento nas velas. O ar em fúria buz
" E todos os espaços das nossas solidões passadas, os espaços em que sofremos a solidão, desfrutamos a solidão, desejamos a solidão, são indeléveis em nós. E é precisamente o ser que não deseja apagá-los. Sabe por instito que esses espaços de sua solidão são constitutivos. Mesmo quando eles estão para sempre riscados do presente, doravante estranhos a todas as promessas de futuro, mesmo quando não se tem mais o sótão, mesmo quando se perdeu a mansarda, ficará para sempre o fato de que se amou um sótão, de que se viveu numa mansarda. A eles voltamos nos nossos sonhos noturnos. Esses redutos têm valor de concha. E, quando vamos ao fundo dos labirintos do sono, quando tocamos as regiões do sono profundo, conhecemos talvez repousos ante-humanos. O ante-humano atinge aqui o imemorial. Mas, no próprio devaneio diurno, a lembrança das solidões estreitas, simples, comprimidas, são para nós experiências do espaço reconfortante, de um espaço que não deseja estender-se, mas gostaria sobretu
O homem está morto? O homem pode ser morto, ou somos eternos à medida em que traduzimos ao mundo aquilo que realmente somos? Para Ferdinand Saussare, nós não somos, em nenhum sentido, os "autores" das afirmações que fazemos e dos significados que expressamos na língua. Tudo o que falamos e pensamos, o modo como andamos e nos vestimos, as músicas que curtimos e os filmes que gostamos, tudo o que teoricamente faz de nós quem somos é, na verdade, fruto daqueles que existiram antes de nós. É possível ser original, único? Afinal, o que é ser original? É criar algo que nunca existiu ou transformar o que já existe, de tal modo que possa ser algo completamente novo e inteligente? Para Roland Barthes, o autor de um texto não pode prever a leitura que cada pessoa fará do que ele escreveu, assim como um pintor, um músico, um poeta. Mas aquele que o procede poderá transformar suas idéias em algo completamente novo, não matando o autor ou destruindo o que ele construiu, mas completando
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" Porque a casa é o nosso canto do mundo. Ela é, como se diz amiúde, o nosso primeiro universo. É um verdadeiro cosmos. Um cosmos em toda a acepção do termo. Vista intimamente, a mais humilde moradia não é bela? " [ Bachelard ]