Eu vou seguindo com o coração assim, sangrando, doendo, pingando... E olho as pessoas ao redor cada uma com suas chagas abertas. E eu seria privilegiada? Vejo minhas ilusões se perdendo na estrada do tempo. Não sabia que crescer era assim. Vejo a menina que fui desaparecer lá atrás, na curva do caminho. Eu choro por isso também. Por quem fui, e queria manter protegida dentro de mim. Agora, só posso vê-la voar pelos ares e desaparecer como um sonho, deixando só a sensação de que sonhei. Penso nas nossas mães, irmãs, tias, avós, amigas, vizinhas... mulheres comuns, sem rostos Essas mulheres que vêm ao mundo com um ar diferente, um coração um pouco maior, os músculos mais fortes para suportar os pesos, as dores, as perdas, as traições, as feridas abertas, o peito em chamas. Essas mulheres que gestam o mundo, e o parem com dores que lhes rasgam as entranhas e que ainda assim são capazes de amar o maior amor do mundo. Sinto-me conectada com todas essas mulheres. Eu sou toda...
Comentários
Sim de fato restara o vazio, mas qual seria a diferença entre a auto-ilusão e a loucura, se o se livrar do sofrimento causado pela incerteza se impondo um sofrimento certo, que é o sacrificio inutil em nome de uma bondade esquizoide?
Ao caminhar pelo mundo sem direções, prefiro apenas apontar para um lado qualquer, por um motivo qualquer, e simplesmente caminhar tomando as minhas escolhas, formando conceitos, experimentando erros a ter que repetir desastradamente o caminho alheio, que de meu não tem nada.
Não ter um caminho ja traçado não significa que não exista nenhum outro caminho, a estagnação é uma responsabilidade daquele que ainda não se encontrou e busca a solução na vontade dos outros, é escolher parar de escolher.
Não consigo imaginar nada mais cruel de que uma vida fundada em comparações e exemplos de figuras "a serem seguidas", não ser o que se é, mas dever ser aquilo que se tem que ser, é algo quase fatalista.