Sempre pensei: "Até onde eu posso ir sem voltar?" Por isso, eu comecei a andar.
Um brinde ao luar...
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... e a todos nós pela coragem de permanecermos vivos, de acreditarmos no amanhã e na nossa capacidade de superarmos obstáculos e enfrentarmos uma longa caminhada para o desconhecido.
Um livro marcante, eu diria... Em cada linha de A roda da Vida, Elisabeth Kubler-Ross demonstra como a vida se faz presente na morte e como esta não é mais que uma porta inevitável por onde todos devemos de atravessar um dia. Há duas formas de encararmos este momento: com serenidade e paz, ou com angústia e medo. Ambas são reflexo da vida que temos levado enquanto caminhamos por este mundo... Inúmeros trechos são marcantes nesta belíssima obra autobiográfica, há um em especial que gostaria de compartilhar. É a história de Jeff, um garotinho de 9 anos, em fase terminal de um câncer, que conseguiu mostrar que a passagem desta dimensão a outra pode ser como a sensação de andar de bicicleta pela primeira vez. A roda da Vida - E. Kubler-Ross (págs.205-208)
Eu vou seguindo com o coração assim, sangrando, doendo, pingando... E olho as pessoas ao redor cada uma com suas chagas abertas. E eu seria privilegiada? Vejo minhas ilusões se perdendo na estrada do tempo. Não sabia que crescer era assim. Vejo a menina que fui desaparecer lá atrás, na curva do caminho. Eu choro por isso também. Por quem fui, e queria manter protegida dentro de mim. Agora, só posso vê-la voar pelos ares e desaparecer como um sonho, deixando só a sensação de que sonhei. Penso nas nossas mães, irmãs, tias, avós, amigas, vizinhas... mulheres comuns, sem rostos Essas mulheres que vêm ao mundo com um ar diferente, um coração um pouco maior, os músculos mais fortes para suportar os pesos, as dores, as perdas, as traições, as feridas abertas, o peito em chamas. Essas mulheres que gestam o mundo, e o parem com dores que lhes rasgam as entranhas e que ainda assim são capazes de amar o maior amor do mundo. Sinto-me conectada com todas essas mulheres. Eu sou toda...
Por esses dias, quando a chuva aparece por aqui, sinto-me sendo transportada para outros lugares... Aqueles lugares em que sempre quis estar, mas que não acho ser possível conhecer nessa vida. Ir ao ponto mais alto de Notre-Dame e apreciar os franceses e turistas caminhando despreocupadamente... Acho que os franceses e ingleses são os mais despreocupados quando andam pelas ruas. Mesmo quando estão atrasados, caminham sempre como se dessem apenas um passeio. Uh, não os culpo. Com tanta coisa linda para se ver, por que a pressa? Não, não existe o verbo "ver" em seu vocabulário... apenas o verbo "apreciar". Catedral de Notre-Dame (França). Ou quem sabe, sentar-me em um pequeno restaurant, no Quartier Latin, pedir une verre de vin ( suave, s'il vous plâit) , sendo, talvez, a única pessoa não fumante, enquanto tento me esquivar disfarçadamente das fumaças das dezenas de cigarros ao meu redor. E ainda pisar no point zero des routes de France , fazer um ped...
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