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De Brenna para Você

Meu humor com relação a nós dois está parecendo uma montanha russa daqueles parques da Disney. Nunca fui à Disney, mas imagino que seja assim, altos e baixos, com subidas lentas e quedas de arrepiar.  Há horas em que me sinto bem, e até me distraio com o trabalho. Esqueço por algumas horas de você. Depois me recordo de nós dois, da história que construímos juntos, e fico down down. Também alterno com momentos de raiva, depois vem uma certa maturidade reflexiva, ou uma reflexão madura, sobre as coisas serem como precisam ser, e que começos e finais fazem parte da trajetória da vida. Mas, não é fácil, nada fácil, absorver tudo isso. É tão estranho não poder compartilhar com você sobre as coisas que acontecem comigo... Até parece irreal. Isso, quase como viver em uma dimensão fora do espaço-tempo a que estou habituada. Estranho, irreal, etéreo, atemporal. 

De Brenna para Você

Eu recebi sua mensagem.  Respeitei seu pedido de não respondê-la, mas eu ainda tenho muitas coisas para dizer.  Eu estou te dando o tempo que você pediu. Queria que ainda fôssemos amigos, você é a primeira pessoa em quem penso quando quero compartilhar algo do meu dia a dia. Mas, então, eu lembro de suas palavras naquele dia... Que não construímos nem mesmo uma amizade. Foi quando eu percebi os diferentes pontos de vista que nutríamos com relação ao outro. Essas diferenças que se transformaram em um abismo entre nós, porque não foram ditas, nem esclarecidas, nem equilibradas. Você não recebeu o que eu te dei, não aproveitou os espaços que eu te abri. Isto está simbolizado pela gaveta que eu te dei em meu guarda-roupas, e que quase sempre estava vazia. No fim das contas ficaram muitas coisas suas por aqui. Eu vou te devolver, mas ainda não estou pronta. Sinto-me meio aérea, como se nada disso houvesse acontecido. É só um sonho ruim, uma piada de mau gosto. ...

Você já disse "eu te amo" hoje?

Quando ela era mais jovem, ainda menina, era tão fácil burlar a timidez e escrever cartas de amor. Ela dizia "te amo" para o vento, para as flores, e todos os "eles" que encantaram seu coração. Mesmo quando as cartas eram rasgadas, ou quando riam de si, mesmo assim... sua boca não calava quando o coração sentia. Dizer era tão natural quanto sentir. Engraçado ( ela nem sabe se é mesmo engraçado) que, quando se cresce, falar sobre essas coisas fica mais complicado, mais difícil. Nem é timidez, nem é ausência do sentir. Vai ficando mais difícil diante da descrença do outro, da não reciprocidade, de ter que provar que o que se sente é de verdade. É de já ter dito tantas vezes quantas foram verdadeiras, e sentir o coração quebrar. É perder aos pouquinhos um pedacinho de inocência e frescor, de dar com alegria e de receber sem temor. É saber que muitos já foram, e se sentir insegura diante do que se vive.  Parece que foi ontem que ela escreveu sua primeira cartin...
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Grupo de estudo sobre Autismo

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Após estudar e trabalhar com o tema há cerca de 4 anos, decidi, por fim, dedicar-me a contribuir em parcerias, com a construção de novos caminhos de estudos sobre o autismo. Disseminar leituras e compreensões da subjetividade da pessoa autista que vão para além do modelo biomédico estabelecido, que foca muitas vezes apenas em sintomas diagnósticos e tratamentos amenizadores dos mesmos. Esse é um grupo que buscará compreender a pessoa autista, em sua integridade subjetiva em si mesma, olhando para o sujeito e não para o transtorno do espectro.

Um ciclo

Mais uma vez o fim se aproxima. E a cada momento sinto-o mais perto, quase palpável, porém, cheio de incertezas. Em todas as minhas fantasias, eu jamais imaginei que seria assim, tão silencioso e estranho e cheio de não ditos... por todas as coisas já ditas e promessas celadas entre nós... esse era o fim não possível. Mas aqui estamos nós... ou apenas eu e apenas você? É tão estranho e confuso dentro de mim, não sei que palavras exportar, nem se permito que as lágrimas de um 'adeus' eminente brotem e rolem por minha face, porque sinto que isso acelera um fim que não deveria vir nunca, porque estaríamos sempre juntos, atravessaríamos tempestades e sairíamos vitoriosos e sorridentes de todas as dificuldades, porque teríamos um ao outro para apoiar-se e proteger. Foi tão estranho aquele dia, e todos os dias depois de então. E o teu silêncio, e a tua negação atuam tão forte em mim que me vejo em vias de dizer-te que, mesmo não desejando, estamos esperando pelo fim. Ou este já c...

Sobre a ansiedade

Quando o ar estiver difícil de ser respirado... Quando as lágrimas quiserem descer a qualquer momento... Quando for difícil sorrir... Quando você não se reconhecer no espelho... Quando parecer que não haverá amanhã... Você não estará sozinho. Isso uma hora vai passar. Aguente firme! Por favor, aguente firme.

Sobre o medo

Sinto saudade dos tempos de outrora em que o medo não fazia parte de meus dias, eu não ficava paralisada e me sentindo perdida. O medo bate à porta todos os dias e ainda não encontrei minha própria força para mandá-lo embora. Esse medo é de quê? De tudo. De morrer, de ficar sozinha, de perder aqueles que amo, de me perder, de não encontrar o caminho de volta. Medo de não vencer o medo, de permitir que ele se torne maior do que eu. Sinto saudade do tempo em que eu não tinha consciência desse medo, pois então ele era outra coisa... era uma timidez, uma preguiça, um "ainda não é a hora" ou "meu pai isso, meu pai aquilo"... Mais difícil do que viver com medo é enfrentá-lo. Sobre o medo.... é uma força paralisante e assassina da vivacidade e alegria. A pessoa mais feliz que eu conheço tem hoje 11 meses de vida. Me pergunto se ele tem medo de alguma coisa. Coragem pode até não ser viver sem medo, mas viver e correr riscos apesar de...

"Feliz" 2017

E assim já fazem dias... Apenas cortesia, aperto de mãos, risos raros. Tudo começou com um beijo e pode terminar também. Naquele dia em que segurei sua mão e depois te dei um beijo não correspondido, selou meu coração com a dor de um fim. E aquelas palavras, "desejo que seja feliz", eram facas afiadas cortando a minha pele como o vento frio que fazia na praia. Você prometeu, lembra? Prometemos um ao outro a sinceridade. Se você já não sente nada, porque ainda usa o anel? Porque agradece? Porque não diz logo aquilo que quer dizer e ponto? Porque você recusa as minhas tentativas de me aproximar e conversar? Aliás, ainda tento entender como tudo começou. Rebobinei o tempo na minha cabeça e não me veio a compreensão. Para mim, não terminou. Sabe... não vai terminar tão cedo. E para você? O que você sente? O que você quer?

Porta trancada

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By Elit Artists Bato à porta. Em vão. Tudo trancado. Janelas gradeadas. Onde está você? Te procuro dentro de mim e, às vezes, você não está lá. Tento entrar em ti, mas nem sempre tenho forças para a escalada silenciosa. Há um vazio em casa. Nossa casa. Um dia será? Distrações nunca são suficientes para não pensar em ti e nos teus porquês, nas tuas indecisões, nas respostas vagas e no tão recente: "Mudei de ideia". E o "nosso" se torna um eu sem um você. E o amanhã se anuvia. P.S.: Prometemos sinceridade .

Como um foguete.

Talvez, umas das lições mais difíceis que teremos que aprender na vida seja amar sem condições, sem exigências, com honestidade e da forma que somos e sabemos. Raras pessoas encontraremos em nosso caminho que saibam nos amar assim. Somos aprendizes, errantes... e amar só se aprende amando. É falhando e tentando acertar. É aceitando que somos um pouco como um foguete: para irmos mais alto e mais longe, precisamos nos desfazer de certas peças pesadas; precisamos deixar para trás aspectos nossos que nos impedem de crescer, nosso egoísmo, orgulho, apego exacerbado, certezas, medos... É um processo dolorido, e dá até vontade de desistir inúmeras vezes, mas é um caminho sem volta. A gente pode até dar uma paradinha de vez quando para superar o cansaço, mas a única alternativa é seguir em frente, e assim como o foguete, desbravar o universo que envolve as outras pessoas, as relações que podemos desenvolver com elas e a nossa humanidade que só é construída na interação com um Outro.

Nós

Vamos falar de nós. Os nós cegos, aqueles difíceis de desatar. Nós que falam de mim, de minhas relações, da forma como interpreto a mim mesma e ao mundo. Nós que quero transformar em laços... daqueles fortes e belos, como laços de um presente. Todos os nós podem ser desfeitos? Se for com delicadeza, com paciência, perseverança....? Vamos encerrar por aqui.

Equilíbrio

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Se me aceitas...

A cada dia te contemplo sem saber ao certo o que pensas de mim. Olho-te com os olhos meus e ensaio palavras que não sei te dizer. Ao teu lado, sou como sou. Rio, calo, choro, falo, ranjo os dentes... Há momentos em que sou carinhosa, em outros momentos só quero estar perto de ti, e há ainda as horas de necessária solidão. Tu não consegues ver mesmo eu me mostrando por inteira. Às vezes, vem em mim a sensação de que tu gostarias que eu fosse assim como tu és. Acredito que amor é aceitação. Tu podes caminhar comigo aceitando-me como sou? Amar é também uma escolha de cada coração e tu és livre para tomar decisões. Tu escolhes me amar à tua forma? Me ama como quiseres e como souberes. Eu hei de te amar também das formas que sei e que estejam em sintonia com minha mente e coração.

Um novo dia de possibilidades

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"Um novo dia de possibilidades" é a frase que aparece quando toca o meu despertador. E quando a gente abençoa o dia que inicia, percebe que vale a pena existir, mesmo em um mundo conturbado pela falta de fé e amor. O dia que a gente "bendiz" é assim, cheio de oportunidades de sermos e de fazermos feliz. Que os nossos dias em 2015 sejam abençoados. :)

Sou tempestade, sou calmaria.

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facebook.com/Vida Liquida  Sou Egoísta Invejosa Orgulhosa Sou tempestade Sou Gentil Calma Paciente Sou calmaria Naquela tarde, tentei escrever, mas apenas lágrimas caíram. Eu me vi e fiquei assim, sem entender. Sem compreender minhas fraquezas, sem aceitá-las. Se não posso compreendê-las como parte do que sou, me torno menos humana, sem me permitir sentir o que sinto, pensar o que penso, agir como eu ajo. Se não posso concordar com as minhas fortalezas, elas perderão sua capacidade de proteção e crescimento, embora permaneçam presentes, incubadas no íntimo do ser. Quando o amor transforma a pedra bruta em beleza, há beleza no próprio ato, singelo e duradouro, e a dor que se sente passa a ser a maior riqueza. Há tesouros que permanecem esquecidos, a fim de que sejam descobertos com mais prazer e no momento propício à valorização. E há pessoas que se escondem de si mesmas, com medo da transformação. Ser calmaria, ser tempestade... são apenas jeitos de ser de um m...

Menos dor, mais amor.

Quem diz que o amor machuca é um mentiroso. O amor não dói. O que dói e aperta é o nosso não conhecimento sobre o amor. Seres errantes que somos, permitimos ainda que nosso orgulho e egoísmo invadam os espaços de nossa mente e coração, desenvolvendo transtornos afetivos e sociais, neuroses, ansiedade, depressão. O que dói é o medo do desconhecido que nos faz imaginar coisas que não existem, e assim desistirmos de sonhos e planos. Dói a falta de diálogo que é a maior responsável pelos fracassos dos relacionamentos, muito mais que a incompatibilidade de gostos, ideias e afetos. E ao fim dos cálculos, percebemos que a dor vem em coisas que poderiam ser evitadas, talvez não tão facilmente, se realizássemos um movimento de sair de nós mesmos, de nosso olhar e escuta egoístas que não arriscam ir além do que está à frente do espelho. Se levantarmos o olhar ao mundo, ao próximo e a bagagen que ele traz, tão pesada, de dor e sofrimento, e o ajudarmos a aliviar o peso de viagem tão fatigad...

Mudamos para melhor acomodar ao outro

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Da série taiwanesa: Just You (2013)

Quando a partida se faz doce no riso de uma criança.

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Um livro marcante, eu diria... Em cada linha de  A roda da Vida, Elisabeth Kubler-Ross demonstra como a vida se faz presente na morte e como esta não é mais que uma porta inevitável por onde todos devemos de atravessar um dia. Há duas formas de encararmos este momento: com serenidade e paz, ou com angústia e medo. Ambas são reflexo da vida que temos levado enquanto caminhamos por este mundo... Inúmeros trechos são marcantes nesta belíssima obra autobiográfica, há um em especial que gostaria de compartilhar. É a história de Jeff, um garotinho de 9 anos, em fase terminal de um câncer, que conseguiu mostrar que a passagem desta dimensão a outra pode ser como a sensação de andar de bicicleta pela primeira vez. A roda da Vida - E. Kubler-Ross (págs.205-208)

Quando o tempo fez sentido...

E bem naquela encruzilhada em que você dá um suspiro e diz "desisto!", a vida te prega uma peça e faz o sonho acontecer.